14 de novembro de 2018

UM SINTÉTICO JÁ EM CAMPO DE BESTEIROS!




É assim, já escrevi muitas vezes que devia ser colocado um relvado sintético no campo da Corte, em Campo de Besteiros. Gosto de ouvir os argumentos, do poder local, ou de outros, tal como eu, pensadores e convencidos que são os arautos das causas perdidas. Assim, temos sintético em Molelos – cidade de Tondela, temos sintético em Nandufe – cidade de Tondela, sintético ao serviço dos clubes. Não temos sintético em Campo de Besteiros, porque o dinheiro não dá para tudo e, não se pode colocar sintéticos em todo o lado. Assim falava Couto dos Santos, ministro de má memória da Educação, pasme-se, acerca das universidades que não eram como tabernas, para serem abertas em toda a esquina.
Estes argumentos são válidos, ou não, mas o único sintético que se justificava nestes anos todos era em Campo de Besteiros, porque serviria os clubes, mas serviria, sobretudo uma população estudantil, do 1.º ciclo ao 3.º ciclo, porque o Secundário, apesar de ter sido prometido há cerca de trinta anos foi “desviado” para Molelos. Por isso não sei do que estão à espera para colocar um sintético em Campo de Besteiros.

19 de setembro de 2018

FESTA DE NOSSA SENHORA DO CAMPO - EXPOSIÇÃO DAS COLHEITAS





Para relembrar a feira da erva que acontecia juntamente com a Festa de Nossa Senhora do Campo, Jorge Marques, mais uma vez organizou uma pequena exposição dos produtos que marcavam a época. 

20 de março de 2018

VALORES



VALORES


            Hoje venho falar de algo que me vai preocupando cada vez mais enquanto pessoa e enquanto profissional de educação, que são os VALORES. Não os Valores monetários, mas os Valores Sociais, principalmente o Respeito por si e pelos outros.
            Cada vez mais vemos uma sociedade onde a “falta” de Respeito vai imperando em muitos locais: casa, escola, locais públicos, transportes, etc.
            As novas gerações vão deixando de saber qual o verdadeiro significado da palavra Respeito pela falta de exemplo que muitas vezes têm.
            O Respeito começa a construir-se desde cedo, desde tenra idade. Quando a criança ainda pequena levanta a mão para “bater” no adulto e não é corrigida, pensa que é um ato correto e vai continuar a fazer mais e mais, até que quando nos damos conta já nada há a fazer. Essa atitude começa a fazer parte da sua forma de estar que se vai tornar num jovem e posteriormente num adulto.
            Atualmente a sociedade pensa muito no “Eu” e não no “Nós”. Enquanto se pensar no “Eu” não haverá respeito pelo próximo e torna-se numa bola de neve.
            Respeito pela opinião do outro, respeito pela vez do outro, respeito pelos sentimentos do outro, Respeito pelo Outro- Pessoa que é igual a mim e tem tantos direitos e deveres como eu. Não estamos sozinhos, estamos integrados numa sociedade, vivemos em grupo, seja em que situação for: familiar, escola, trabalho, locais públicos, etc. Por isso considero que o Respeito está acima de tudo. E que se queremos ser respeitados também devemos respeitar.
            Enquanto profissional é meu dever ensinar e colocar em prática o Respeito por si e pelo outro, o que nem sempre é fácil. Mas é e continuará a ser uma luta diária. Preocupa-me a falta de respeito pelos colegas e pelo adulto. Cada vez mais têm uma postura de confronto para com o adulto.
            Mas essa luta não deverá passar apenas por mim (Nós-Escola), deverá começar no seio familiar e ser continuado na escola. Somos (ou deveríamos ser) um todo: casa, escola, sociedade em geral e é nosso dever trabalhar e lutar todos pelo mesmo. Neste caso pelas nossas crianças, futuros jovens e adultos.
Respeito demonstra um sentimento positivo por uma pessoa ou para uma entidade (como uma nação, uma religião, etc.) e também ações específicas e condutas representativas daquela estima.


"O auto-respeito é a raiz da disciplina; a noção de dignidade cresce com a habilidade de dizer não a si mesmo."



Ângela Dias

4 de fevereiro de 2018

PARABÉNS CAMPO DE BESTEIROS

Sempre que se aproxima 4 de fevereiro, a saudade aperta, as memórias como que explodem em catadupa, de tempos de meninice, na bela adormecida, aquela bela adormecida que dorme um sono eterno, sem encontrar o seu príncipe encantado que a retire desse letargia a que foi votada. 4 de fevereiro, a vila de Campo de Besteiros faz anos, prenda mínima para quem tanto lutou para que no futuro as gerações vindouras pudessem definir o seu percurso, de forma autónoma, independente. Olhar oitenta e nove anos atrás perdeu-se a dinâmica, a ânsia de querer mudar o mundo, e sobretudo aquele bairrismo, aquele amor filial transformou-se por artes mágicas em comportamento de dormitórios de zonas industriais. Hoje sente-se isso, cada vez que me desloco a um pequeno pedaço do paraíso. Novas atratividades deixam a nossa terra como abandonada à sua sorte, à espera não sabemos muito bem do que aguarda.
Campo de Besteiros ao escrever-te esta carta, numa época tomada pelas novas tecnologias, procuro transmitir-te que a tradição ainda tem outro sabor, ou melhor, aquele sabor, o acreditar deve fazer parte da esperança, da vontade de um povo, embora hoje as lutas sejam outras, porque há causas que se perderam para sempre. Outras nunca se ganharão senão formos capazes de as empreender, de as começar a por na liça. Somos muitos esquecidos da nossa História, e muitas vezes nem sequer nos interrogamos o porquê das coisas. Não valorizamos o que fizemos de inovador, como por exemplo termos sido o berço da avicultura. Hoje deveria ser um dia grande, ou é dos meus ouvidos, mas não ouço nada, talvez só o tilintar dos pratos, somente, somente o tilintar dos pratos, triste sina de uma terra, triste sina.
             
            Numa retrospectiva histórica, a vida, nos finais dos anos vinte, estaria calma na antiga aldeia de Santa Eulália de Besteiros. O seu desenvolvimento era marcante num vale essencialmente rural, agitado às vezes, pela partida dos seus jovens para as grandes cidades, ou para o outro lado do Atlântico, nomeadamente o Brasil. Sempre em busca da quimera, do sol após a linha do horizonte, porque, por vezes o não brilhava para todos.
            Santa Eulália de Besteiros destacava-se pela sua localização, cruzamento de várias estradas que rasgavam o vale, atraía a si as “gentes” das terras em volta, devido à sua importância económica, reflexo do seu comércio e indústria. A nível associativo, duas associações comprovavam o espírito de iniciativa presente nos besteirenses. A Sociedade de Defesa e Propaganda do Vale de Besteiros constituída com o objectivo de defender os interesses da região e o Besteiros Futebol Clube que proporcionava aos jovens a prática do futebol.
            Por vezes temos tendência a minimizar aquilo que é nosso, por isso atentem ao que escrevia um besteirense, na Folha de Tondela de 2 de Março de 1924, “... na nossa terra, tão linda e tão invejada por quantos aqui aportam, ou tem a dita de a conhecer, alguns verdadeiros bairristas convidaram os representantes do comércio e da indústria e os principais proprietários desta freguesia...”
            Por isso, Santa Eulália reunia todas as condições necessárias para ser promovida à categoria de vila, prenda menor para quem almejava a sede do concelho de Besteiros. O Decreto – Lei 16.467 de 4 de Fevereiro elevou Campo de Besteiros à categoria de vila.
            Data significativa para todos os besteirenses que terá sido uma compensação diminuta para aquilo que era ambicionado. Três anos antes lutava-se pela criação do concelho de Besteiros, ambição quase concretizada que só a substituição de um ministro e as jogadas de bastidores que contribuiriam para alteração da decisão da freguesia de Barreiro de Besteiros.
            Mais uma vez, vou ficar por estas linhas que vos deixo.     
            Sejam felizes, são os votos do vosso amigo;

                                               Joaquim Calheiros Duarte
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