5 de março de 2014

HOJE ESCREVO EU....

  “Se o país está melhor ou pior”.


Ouvimos até à exaustão a pergunta num congresso “se o país está melhor ou pior”.
Um país encontra-se dentro dos seus limites fronteiriços, tem uma língua, uma bandeira e um hino. Mas um país não existe sem as pessoas. Um país não são números estatísticos que até podem ser favoráveis, mas quando se olha nas ruas, e se vê a cara das pessoas, as suas angústias, as suas saudades daqueles que partiram, os seus sacos cada vez mais minguados depois de uma ida ao supermercado, as suas carteiras cada vez mais vazias, os seus pés aconchegados por sapatos rotos, gastos, as roupas puídas pelo tempo, sabemos e sentimos que o país está pior, porque as pessoas vivem pior.  
Vivem-se momentos difíceis, mesmo muito difíceis, situações onde já grassa a fome, situação de muita tristeza, de muita angústia. É este o país, é esta a nação, é este o povo português, porque as pessoas não são “Serial Numbers”, mas pessoas de carne e osso, pessoas bem reais. 

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