2 de dezembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DO MONUMENTO AOS BESTEIROS


Da nossa memória individual quando estamos em grupo se faz a memória coletiva que nos liga a determinados lugares, a determinadas histórias, a determinadas associações, mesmo a determinadas pessoas. Da partilha, da comunicação constrói-se uma identidade, num mundo cada vez mais material, onde o conceito de relação e partilha se alterou de forma substantiva. Alguém sem memória é um pária da sociedade, alguém sem respeitar o passado coletivo e sobretudo não o honrar, nem o preservar para memória futura, não transmitir de geração em geração será um “criminoso” de um povo, de uma marca, de um “ethos” que identifica, que descrimina positivamente, porque a diferença é algo de maravilhoso num mundo cada vez mais “serial number”.
A História de um povo, de uma povoação faz-se de memórias, materiais, mas também imateriais, mas também da interpretação de fontes de origem diversa que serão “olhadas” pela “visão crítica do Historiador”. Desde os anos noventa se assistiu a um apagar deliberado da memória coletiva de Campo de Besteiros, das suas origens, de estender o nome de Besteiros para outras zonas, omitindo deliberadamente a única definição existente do vale de Besteiros. Ambição de outrora de definir outro rumo para a nossa história, a memória que ficou desses tempos sempre foi incomodativa para um poder centralizado. Tantas vezes se Vê as pessoas escreverem o Campo, esquecendo de propósito Besteiros, quando Campo de Besteiros só não se chama Besteiros para não se confundir com outras zonas do país com o mesmo nome. Este apagamento foi acompanhado com a perda de influência política de campo de Besteiros, ao mesmo tempo com a perda da importância económica.
O século XX é o exemplo do dinamismo besteirense, notório até aos anos setenta, que os únicos investimentos que aconteciam em Campo de Besteiros deviam-se às iniciativas locais.
Relembrar que somos Besteiros, soldados reais com combatiam com arma mais terrível da altura, a besta, que infelizmente não temos a certeza da nossa origem é um ato de justiça prestar a homenagem a todos os Besteiros, aos de outrora, os de hoje, e servindo como farol para o futuro que se espera mais risonho. Surpreendente foi, é que a maioria das pessoas desconhecia quem era um Besteiro, a sua arma, a sua importância.

5 comentários:

Anônimo disse...

Um povo sem memória é um povo amorfo. Felizes dos povos que honram o seu passado.
Um besteirense

Anônimo disse...

Não questionem o que Campo de Besteiros pode fazer por vocês, mas o que vocês podem fazer por Campo de Besteiros. Como era bom ver a juventude de Campo de Besteiros mais motivada para trabalhar em diversas áreas como a cultura, o desporto,etc.,em vez de passarem todos os dias "noites" metidos num qualquer bar.
Rui Cruz

Anônimo disse...

Sim subscrevo, como seria importante a colaboração do jovens no Besteiros, na Propaganda, nos Bombeiros, na Misericórdia. Há tantas instituições onde podiam mostrar o seu valor e a sua capacidade de trabalho e iniciativa.Mas infelizmente assiste-se a uma juventude sem iniciativas e sem objectivos.

Anônimo disse...

Se estão á espera que os jovens de Campo de Besteiros fassam alguma coisa de util bem podem esperar sentados. Eles querem é cortir no bar do Soares.
Sou um jovem residente no Campo e sei do que falo.

Anônimo disse...

INFELIZMENTE, digo eu

-------------------------------Um baú de histórias e memórias--------------------------------