DIAS CINZENTOS
Ao mesmo tempo, todos os dias nos
deparamos com situações de carência, pessoas que evitam de ir às consultas,
porque não tem dinheiro. Casos reais, casos de pessoas que têm nome, de pessoas
com cara, mas cara fechada de sofrimento. Outros mandam os filhos para Escola
doentes para poderem desfrutar de uma alimentação decente. Histórias de vida,
histórias pungentes, que por vezes nos leva a perguntar, o que é preciso mais
para se inverter o caminho.
Por isso custa em ouvir falar-se
em refundação do Estado, como se fosse uma matéria insensível, como as pessoas
fossem meros números estatísticos, dos quais podemos abdicar. Nestes dias
tristes cada vez vemos menos luzes nas casas, muita tristeza, muito sofrimento,
muita amargura em olhares perdidos de esperança.
Nessa onda apetece-me cada vez
menos escrever, dar corpo às palavras, sobretudo dar-lhe consistência e sentido
numa época em que me assola o desânimo, a revolta.
2 comentários:
Poderá não valer de muito, mas a disponibilidade do senhor bispo da diocese de Viseu para visitar as pessoas e as suas organições é gesto reconfortante e sincero que registo.
Mesmo para os que não assiduos seguidores, D. Ilídio marca a diferença entre os que estão proximos e dependem do sistema público que continuam a assobiar para o lado. O problema não é deles!
Penso que o senhor Paulo Fonseca que é colaborador desta página é o mesmo correspondente do Jornal de Tondela. Nesta conformidade porque não dispõe de um pouco do seu tempo para dar um pouco de colaboração a esta página, pois dá a noticia da visita do Senhor Bispo de Viseu a Campo de Besteiros e outras que podiam ser transcritas aqui, pois nem toda a gente assina o Jornal. Os besteirenses espalhados pelo mundo agradecem.
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