Histórias de amor...
Histórias de
amor, histórias de vida quem as não tem, quem as não chora. Num miradouro, do
qual se avista a capital da Lituânia, Vilnius encontrei dezenas e dezenas de
embudes ou como é usual dizer-se aloquetes com os nomes gravados de dois seres
apaixonados. No início, aquela imagem confundiu-me, deixou-me um pouco
perplexo, porque pensava eu, que seria um local para guardar, por exemplo uma
bicicleta, que são muitas a circular na cidade em percursos destinados para o
efeito. Mas não, aqueles aloquetes guardavam histórias de amor, histórias de
vida, histórias de paixão, de pessoas que tinham coragem de perpetuar a sua
relação.
Não estava no
ar aquela famosa canção do Jorge Palma, “Essa História não é tua”, mas em cada
aloquete, em cada nome, em cada data estava uma história, estavam memórias de
vida partilhada que não se resumiam aquele simples aloquete, naquele local de
encanto, de onde se olha muitas vezes para Vilnius, envolta num manto cinzento,
como cinzento foram os dias entre 1940 e 1990, mas isso são histórias de outro
história, não histórias de amor, mas de desrespeito por um povo por um governo
totalitário.
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