A manhã acordava cedo. Fria, na verdade, mas acordava cedo. O manto branco estendia-se pelos campos a perder de vista, o frio fazia bater o dente, convidando a permanecer em casa, no aconchego da lareira. Mesmo assim com alegria renovada partia-se na procura do melhor musgo para construir o presépio paroquial. Todos anos, a mesma ambição, todos os anos, o mesmo sonho de fazer o melhor presépio de Natal. Reviravam-se os pinhais à procura do musgo ou mesmo nos muros de suporte das terras. Aquele tapete mágico tingido de verde tão fofinho. Mais tarde chegados à Igreja Paroquial iam buscar-se os caixotes, onde se guardavam as figuras do presépio e tiravam-se os papeis que as tinham protegido, ao longo ano.
Outros, tratavam da parte eléctrica, que ficava sempre um emaranhado de fios, mas no final com maior ou menor dificuldade se conseguia dar luz.
Estava tudo a postos para com muito carinho, no velho estrado se construía o “melhor” presépio de Natal. Sim, o melhor, sem dúvida nenhuma, porque era o nosso, era aquele que as nossas mãos tinham construído, era aquele que a nossa imaginação criara e se materializara, naquele dia, véspera de Natal. O presépio do vale, do nosso do lindo vale de Besteiros, que sem dúvida observado da será parece um gigantesco presépio de natal.
Naquele simples acto revivia-se o acontecimento marcante da história da Humanidade.
A noite, já tinha estendido os seus longos braços pelo vale, quando se dava pela tarefa terminada. Voltava-se a casa, onde “os nossos” nos aguardavam para a ceia de Natal, mais tarde, perto da meia-noite, ao som do sino em “bandos” dirigíamo-nos à Igreja para participar na Missa do Galo. A Igreja enchia-se de alegria, por vezes aconteciam alguns excessos, outros esqueciam-se que estavam num lugar sagrado, mas como era diferente aquela noite, que se prolongava pela madrugada ao redor do madeiro que a iluminava e nos aquecia.
Este ano simbolizado na fogueira da solidariedade promovido por quatro instituições de Campo de Besteiros. Por vezes simples atos, simples recordações de memórias antigas transporta-nos na procura do nosso eu.
Outras vezes de casa em casa cantava-se as boas festas. A noite tornava-se menos fria, mais agradável, mais aconchegadora, as filhoses adoçavam a boca, o vinho do porto aquecia a alma.
O nosso Natal, de há muitos anos.
Outros, tratavam da parte eléctrica, que ficava sempre um emaranhado de fios, mas no final com maior ou menor dificuldade se conseguia dar luz.
Estava tudo a postos para com muito carinho, no velho estrado se construía o “melhor” presépio de Natal. Sim, o melhor, sem dúvida nenhuma, porque era o nosso, era aquele que as nossas mãos tinham construído, era aquele que a nossa imaginação criara e se materializara, naquele dia, véspera de Natal. O presépio do vale, do nosso do lindo vale de Besteiros, que sem dúvida observado da será parece um gigantesco presépio de natal.
Naquele simples acto revivia-se o acontecimento marcante da história da Humanidade.
A noite, já tinha estendido os seus longos braços pelo vale, quando se dava pela tarefa terminada. Voltava-se a casa, onde “os nossos” nos aguardavam para a ceia de Natal, mais tarde, perto da meia-noite, ao som do sino em “bandos” dirigíamo-nos à Igreja para participar na Missa do Galo. A Igreja enchia-se de alegria, por vezes aconteciam alguns excessos, outros esqueciam-se que estavam num lugar sagrado, mas como era diferente aquela noite, que se prolongava pela madrugada ao redor do madeiro que a iluminava e nos aquecia.
Este ano simbolizado na fogueira da solidariedade promovido por quatro instituições de Campo de Besteiros. Por vezes simples atos, simples recordações de memórias antigas transporta-nos na procura do nosso eu.
Outras vezes de casa em casa cantava-se as boas festas. A noite tornava-se menos fria, mais agradável, mais aconchegadora, as filhoses adoçavam a boca, o vinho do porto aquecia a alma.
O nosso Natal, de há muitos anos.
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