O HOMEM, no BOM e no MAU!!!
Sabemos e temos a consciência que o Douro, dos nossos dias é bem diferente daquele que os felizardos que calcorrearam esta região em tempos idos puderam observar e deliciar-se. Bem diferente, talvez mais duro e agreste em que o olhar para a paisagem produzisse sentimentos diferentes dos nosso dias. De certeza, um trabalhador ao olhar as vinhas penduradas nas encostas sentisse de forma diferente, pensando mesmo no esforço que teria que despender para realizar o seu trabalho. Apesar do esforço, apesar do suor, apesar das mãos calejadas, o olhar, quando podiam olhar com olhos de olhar e não com olhos de trabalhar seria uma paisagem única, bela arrebatadora. Nessa altura o rio corria sem as amarras das barragens, selvagem, por vezes indomável, mas sempre presente.
Douro ainda consegue surpreender-me, apesar de o ver todos os dias. Paisagens de todos os dias conseguem ainda arrebatarmo-nos quando as olhamos de outros locais e com outros ângulos de visão. A região duriense onde a simbiose entre a Natureza e o trabalho do homem moldou uma paisagem única classificada património mundial. Aquelas encostas desbravadas pelas mãos do homem que com o seu suor construiu vinhas, levantou muros que nos admira que no meio daquelas pedras se produz um vinho único no mundo.
Mas essa paisagem única, património da humanidade sofre, infelizmente, a bem do progresso, autênticos atentados na sua beleza, na sua magnitude, no seu interesse paisagístico. Ver a linha de água do Douro, mas ao mesmo tempo ver os postes de alta tensão que nos últimos tempos floresceram e vão transformar para sempre esta paisagem. Ao escrever a bem do progresso não consigo transparecer a ironia das minhas palavras, mesmo a revolta de quem olha e pergunta seria necessário? Não seria possível encontrar outras soluções?Sabemos e temos a consciência que o Douro, dos nossos dias é bem diferente daquele que os felizardos que calcorrearam esta região em tempos idos puderam observar e deliciar-se. Bem diferente, talvez mais duro e agreste em que o olhar para a paisagem produzisse sentimentos diferentes dos nosso dias. De certeza, um trabalhador ao olhar as vinhas penduradas nas encostas sentisse de forma diferente, pensando mesmo no esforço que teria que despender para realizar o seu trabalho. Apesar do esforço, apesar do suor, apesar das mãos calejadas, o olhar, quando podiam olhar com olhos de olhar e não com olhos de trabalhar seria uma paisagem única, bela arrebatadora. Nessa altura o rio corria sem as amarras das barragens, selvagem, por vezes indomável, mas sempre presente.
Olhar o Douro e se conseguirmos, olhar o Douro ao mesmo tempo que caminhamos por caminhos não tão habituais, iremos descobrir um Douro diferente que nos encanta e comprova que o paraíso existe e bem próximo de nós.
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