INGLATERRA, QUE LIÇÃO A APRENDER?
Fomos surpreendidos pela violência gratuita ocorrida em algumas cidades inglesas. Estranho, mas sobretudo preocupante, porque nenhuma causa aparente motivava aqueles jovens. Sobressaiu o destruir por destruir, o roubo de produtos informáticos perpetrados por uma geração apelidada de “Nando’s Boys” por um historiador.
A passividade inicial da polícia aliada à presença de pouco Estado de um regime neoliberal, a inexistência de programas de ocupação e integração aceleraram um processo que degenerou em violência, destruição conduzindo a um levantar de questões que necessitam de respostas prementes.
Sente-se a necessidade de uma nova ordem social, principalmente a presença do Estado e não a sua desresponsabilização. Essa nova ordem social pressupõe mais autoridade, mais educação, sobretudo mais integração e não deixar que bairros problemáticos continuem a ser autênticos campos de criminosos que desrespeitam leis, sobretudo a autoridade. Criar guetos não resolve o problema, ainda os acentua.
Por muito que não queiram ouvir é necessário Mais Estado, Mas sobretudo MELHOR ESTADO.
Felizmente que em Portugal ainda não se viveu processos semelhantes, mas começam a existir sinais que merecem atenção. Bastava enumerar alguns bairros problemáticos e alguns comportamentos. A autoridade deve ser exercida em qualquer zona do nosso país e as pessoas devem sentirem-se seguras. É um direito que nos assiste.
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