7 de dezembro de 2012

HISTÓRIA DE UM POVO - SÍMBOLOS

Em Kulautuva, Lituânia com um instrumento semelhante lavavam no rio
Os símbolos, as marcas de um povo devem ser preservadas. Algum tempo atrás numa viagem que fiz à Lituânia, numa pequena povoação próxima da cidade de Kaunas, Kulautuva fomos conduzidos com orgulho das “gentes locais” a visitar um monumento que representava a história daquele povo. Este povo, em tempos idos, lavava no rio tecidos da grande cidade, utilizando nessa função, um instrumento com uma configuração estranha. A evolução tecnológica pôs fim a essa atividade, e por esse facto, o povo de Kulautuva decidiu preservar a sua memória e representá-lo como documento histórico. Um povo de bem com a sua história, um povo de bem com a sua memória, um povo que sabe o valor de preservar e transmitir. Claro que não podemos exigir que todos pensem assim , mal seria. Já vimos esse filme em relação às gravuras do Côa. Porém, outros exemplos surgem pelo mundo fora de representar a história de um povo através de um monumento evocativo, como por exemplo vi em Thian, na Hungria.


Húngria, de forma simples representada a história do povo daquela pequena cidade
A construção de um monumento cria postos de trabalho, claro que não! Se atrai pessoas para residirem, sim, pode atrair, se for agradável a vista, porque a escolha de um local para morar depende de diversos factores, mas um deles é agradabilidade do sítio que em determinados locais onde a distância não seja relevante ao local do trabalho é sempre um factor a ter em conta.
Junto ao Monumento encontra-se a capela da Senhora do Campo, classificada como monumento de interesse nacional. Olhar os seus tectos, os seus retábulos não é perder tempo ao tempo. Por esse facto, a formação de técnicos com capacidade de interpretar e explicar o que se pode ver no interior do edifício, também a história do monumento que se encontra na área, seria um passo para integrá-la conjuntamente com o monumento aos Besteiros num percurso turístico. Ao mesmo tempo desenvolver a recolha e inventariação de instrumentos relacionados com a avicultura, para criar um núcleo museológico, seria outro passo importante. Outro caminho que nos colocaria de bem com a nossa memória coletiva passaria pela recuperação na Ribeira, dos moinhos, da forja dos ferreiros, assim teríamos uma terra museu com polos de interesse e virada para o futuro.

Em kulautuva, um autêntico "museu" na floresta que envolve aldeia que atrai milhares de vistantes durante o ano
Comer “cultura” não mata a fome, mas saber olhar com olhos de olhar, saber preservar pode contribuir para que se “mate” a fome com outros projetos que vão a reboque. Tudo depende do olhar, sobretudo se esse olhar não for material.


 

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