“Se discordares de mim, enriqueces-me”.
Todos devem ser
de convicções, mas nunca se devem considerar donos da verdade. Na maioria das
vezes é através da partilha de ideias, da discussão, da apresentação dos
diferentes pontos de vista, dos argumentos esgrimidos que se consegue chegar a
uma decisão que é melhor para todos. Discordar de outro é uma atitude positiva,
porque assim enriquece o outro com a dinâmica dos argumentos apresentados na
defesa dos pontos de vista de cada um.
Cada vez mais
Campo de Besteiros precisa de discordâncias, de novos pontos de vista, de novos
projetos, sobretudo de outros olhares, de outra atitude mais empenhada e
participativa. Ser jovem não deve ser um estigma, nem por esse facto levantar
barreiras na construção de algo comum. Ainda agora sobre a construção do
monumento ouviu-se argumentos a favor, como se ouviu argumentos contra, de
todas as idades. Porém devemos estar conscientes que não se consegue agradar a
“gregos e a troianos”, porque quem decide, decide com base numa ideia, com base
num projeto e nem tudo pode ou deve ser referendado. Ouvir partilhar
discordâncias. Quando as mesmas são bem sustentadas com argumentos válidos é
dos exercícios mais democráticos que se pode exercer, e nessa altura ouvir é
uma obrigação, sobretudo um direito de quem argumenta, e nesse momento
“discordar é enriquecer”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário