Setembro,
mês das festas de setembro, mês da festa da Nossa Senhora do Campo, mês do
início das vindimas, da colheita do milho que se estende a outubro. Era assim
alguns anos, alguns anos é mais força de expressão, mas alguns anos para alguns
já não há memórias, nem poderia haver daquilo que nunca se viu, para outros,
somente memórias. Destas memórias, alguns atos ainda se fazem, mas sem a
importância de outrora, onde todo um vale aguardava ansiosamente por estes
momentos, dizem alguns, do século passado, que de tão longe estão já se
perderam nas brumas do tempo. Hoje surgem outros acontecimentos, outros
hábitos, a fazer tradição, porque isto da tradição é fazer-se só mais do que
uma vez para já ser tradição, desde que haja o interesse político, ou melhor, a
vontade política, até se torna histórico.
Setembro,
mês do início das aulas quando antes era outubro, para alguns ainda de férias,
mas poucos, aqueles com mais idade, já sem obrigações escolares.
De
setembro o povo também diz “Em
Setembro ardem os montes e secam as fontes.”. Verdade, mesmo verdade, porque nestes
últimos dias os fogos têm assolado o país, nomeadamente junto à melhor cidade
para se viver, Viseu. Fogos, devido à insanidade humana que aproveitam as altas
temperaturas apara atear os fogos, mas também contribuem para secar as fontes.

Um comentário:
Há coisas que surpreendem!
Não é que agora aparece dinheiro para indemnizar (porquê só alguns?) proprietários que tenham sofrido perdas nos ultimos incêndios.
Então não houve dinheiro para a prevenção e para o combate e agora surge a massa? Depois do queimado, cheira mesmo a esturro...
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