
Daquela árvore caída não guardo imagem na memória. Já não ouço o vento que a vergastou; o vento que a entortou; o vento que a comprometeu no crescimento. Daquela árvore caída, torta pelo destino já não se fala, já não nos aflige, já não nos afecta, já nada nos diz, já nada trás consigo.
A vida será injusta para os mais fracos, para aqueles em que a Natureza não foi pródiga.
A vida será injusta para os mais fracos, para aqueles em que a Natureza não foi pródiga.
Daquela árvore caída, entortada pela vida, pelo vento já pouco se espera, dela alguma sombra resulta não tão natural como as outras, mas sempre é alguma sombra.
Da vida muitos tropeções nos entortam, nos vergam, mas como diz povo antes quebrar que torcer.
Costas direitas, rapaz, costas direitas. Ouvia-se algumas vezes, no tempo em que a palavra era palavra, tinha o seu valor, ainda não conhecido pelos chineses, mas isso são outras histórias, porém de poucas memórias.
Mas falo daquela árvore, aqui na fotografia, na fase inicial do seu crescimento, que parecia sustentado, mas algo mudou, algo a transformou e a dobrou. Algo alterou o seu destino, não quebrou, mas torceu. Não nasceu torta e como diz o povo tarde ou nunca se endireita. Não, não nasceu. Mais tarde, a vida transformou-a, porque não resistiu ao tempo, deixando-se levar, deixando-se transformar. Pois, como tudo na vida. De forma inexorável caminha-se para a perdição, mas a troika impõe nós como país independente(?!!!) aceitamos que nos conduzam para o cadafalso.
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