
Serão as culpas da sociedade, ou serão as culpas da falta de educação dada pelos pais, ou então da crescente onda de insegurança que está a tomar conta de tudo que faz proliferar estes actos. Cada vez menos se não compreende, ou se aceita estes actos de roubo de bens comuns, de pequena monta, mas de grande significado. Uma simples caixa colocada no presépio de Campo de Besteiros, localizado na Praça da República, junto ao santuário da Senhora do Campo foi alvo de um assalto perpetrado, não de forma espontânea em que a oportunidade faz o ladrão, mas congeminado de forma elaborada, onde a ferramenta utilizada foi um objecto cortante. Com esse objecto abriram um buraco na caixa para se apossarem do dinheiro existente dentro da mesma.
Um acto solidário de construir um presépio para a comunidade, concebido com carinho, onde tudo foi levado ao pormenor, sofre um revés devido atitude de uns meliantes que pela calada da noite, se aproveitaram da longa noite da passagem do ano para se apoderarem dos donativos deixadas pelas pessoas que se deliciaram com o presépio.
Custa aceitar, custa compreender, custa sobretudo encontrar razões para justificar estes actos e não venham com argumento cada vez mais esgotado da crise, porque quando colocamos em causa a solidariedade, colocamos em causa um dos maiores valores do viver em sociedade, que é o dar para o bem de todos.
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