O mundo não se faz só de pessoas, nem mesmo a nossa formação como seres interventores resulta somente do convívio com outros seres humanos. Podemos mesmo escrever que aprendemos também lições de vida com animais, neste caso particular com um cão. “O Gomes”, nome originado por pertencer à Pizaria Gomes, mas Bobi de pequeno era “um aluno” assíduo da Escola, acompanhava sempre os alunos, à hora do início das aulas, acontecia o mesmo, quando a campainha anunciava o regresso a casa. Outras vezes ficava pelo recreio a brincar com os alunos que muitas vezes, apesar do seu grande porte físico se entretinham a vestir-lhe um casaco e colocavam-lhe uma mochila às costas. Era mesmo uma mascote, embora não muito do agrado da direcção da Escola, porque não raras vezes lembrava-se de ladrar a estranhos ao meio, ou a correr atrás dos carros dos fornecedores. Quem não o conhecia, o seu aspecto intimidava, porque o seu ladrar grosso assustava o mais destemido. Porém com os alunos era de uma doçura e paciência única.
Mesmo quando havia uma vista de estudo em que a saída era de madrugada, lá estava o “Gomes” a acompanhar os alunos como que a protegê-los dos perigos da noite.
Nos últimos tempos já não era visita assídua da Escola, já ficava pelo restaurante, a velhice tinha-lhe tomado os passos. Antes do inicio das aulas partiu, perdeu-se uma referência da “minha” escola, dos meus alunos.
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