4 de outubro de 2011

RISCOS E RABISCOS DE BESTEIROS

TARDE SOMBRIA

Daquelas tardes que são sempre tardes, apesar do tempo, apesar do momento, apesar das companhias que nos rodeiam e nos apoiam. A temperatura quente de verão apesar de estarmos no Outono, a temperatura agradável, o céu límpido de repente transforma-se numa tarde sombria. Ao ouvir-se o que se houve na madeira, ao ler-se a noticia da agencia EFE de Espanha sobre os cortes na educação.
Para alguns que vivem actualmente da política preferem dar as más notícias lá fora do que cá dentro, porque se causar impacto negativo existe sempre a desculpa da tradução. Mas voltando à notícia, anuncia-se um corte de 600 milhões no orçamento do ministério da educação. Surpresa, porque já se cortou tanto, porque com tanta redução é quase impossível garantir a qualidade do ensino e vindo de um ministro que tanto apregoava uma escola de qualidade.
Cada vez mais me desilude a política, quando constato o sucesso na Irlanda na captação do investimento estrangeiro, ao mesmo tempo conjugado com o aumento das exportações resultante de uma política completamente diferente da portuguesa.
Cobrar impostos à classe média, aqueles que trabalham, aqueles que sustentam um país é a maneira mais fácil de garantir dinheiro no imediato, mas no futuro, as consequências serão mais gravosas ao reduzir-se o consumo, assistindo-se ao mesmo tempo à descapitalização das empresas.
Nós queremos ouvir outro caminho, nós queremos coragem para dizer verdade ao senhor da madeira e renegá-lo, e sobretudo responsabilizá-lo. Exaurir um povo não é o melhor caminho, porque pode chegar o momento que o povo se levante, porque em democracia o poder é do povo e entregue aos governantes por esse mesmo povo.

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