Desde dos bancos da escola, ainda no tempo da bata e da sacola que aprendi a lição de que no Estado se pode confiar. Tive sempre para mim essa noção, porque se o Estado disse é para cumprir. Se prometeu cumpre. Nas nossas brincadeiras inocentes de criança quando algum de nós fazia uma promessa, era sempre alertado que senão cumprisse ao inferno ia parar. Por isso a palavra dada era sempre confiável. Sim, os tempos mudaram e desde há três anos que o Estado, no dia do diploma oferece quinhentos euros aos alunos que se distinguiram nas escolas secundárias. Um prémio de mérito que premiava os melhores, porque em tudo a bitola deve ser a excelência. Mas a poucos dias de receberem o prémio, o texto é mudado e os alunos devem doar o prémio para fins sociais. Incrível, quando Estado altera as regras de jogo como se fosse um grupo de crianças que perante resultados adversos decidem mudar as regras para passarem a ganhar. Mais uma do ministro da educação que tem vindo em plano descendente nada de acordo com aquilo que escreveu ou disse antes de ser governante.
Ainda por cima manda-se fazer solidariedade com o dinheiro que foi ganho por direito próprio e será que todos os bons alunos são ricos?!!!
E pensava eu que podia confiar no Estado. Pensava eu…
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