21 de outubro de 2011

CONTOS DE BESTEIROS

O CHICO PETIZ E O MILAGRE JAPONÊS
II

O Chico petiz viu em alguns filmes na televisão sobre essa história do capital, daqueles que fazem fortuna sem nada produzir senão jogar na bolsa, emprestar dinheiro aos países e outros negócios do mesmo tipo…

Mas isso, ele nunca soube nem aprendera como funcionava. Porém, o seu pai quando pedia dinheiro emprestado ao Zé da Quinta, e tudo fazia para no prazo combinado acertar as contas. Sim acertava as contas com mais algum acima da quantia que tinha pedido. “Eram os juros dizia o pai”. Acrescentava ele, que era risco do negócio, sobretudo uma compensação. Assim, o Zé da Quinta que nunca trabalhara na vida, mas herdara tudo de seu pai, assim vivia. Mas nada acrescentar, porque apesar de tudo era uma pessoa simpática, e de vez em quando até aceitava prorrogar o prazo, se entretanto dessem como garantia uma boa terra agrícola.

Talvez seria uma boa pessoa, agora pessoa de bem…

Mas seria o Estado uma pessoa de bem? Ouvia falar que alguns iam perder o décimo terceiro mês e o subsídio de Natal, injusto pensava ele, porque eram compensações pelos ordenados serem mais baixos que noutras paragens.

O Chico petiz também achava que a concorrência deveria ser feita pela qualidade e não pelo baixo custo daquilo que se paga aos trabalhadores.

Não há muito tempo tinha lido umas coisas sobre o milagre japonês. Esse milagre baseou-se sobretudo na disciplina, e na educação do trabalhador japonês e da perseverança muito característica do trabalhador nipónico. Porque não repetir esses exemplos dentro de portas. Agora sentimos cada vez mais que somos um país periférico, assim como a sua casa, longe de tudo, da Igreja, da Escola que se fala que vai fechar, do centro de saúde, que a noite tem as luzes apagadas.

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